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ORQUESTRA
BRASILEIRA DE CANTORES CEGOS

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O que é a Orquestra Brasileira de Cantores Cegos?

 

É um corpo estável de 25 artistas, dentre eles 17 cantores cegos e um coletivo de atores, dedicados a uma série de espetáculos na interface entre a Música e as Artes da Cena, uma investigação estética no campo do Teatro Performativo, que se vale de um grande coro e de canções advindas da oralidade popular de Norte a Sul do país.

 

No repertório de canções, que se renova todos os anos, um Brasil múltiplo é retratado, passando por manifestações populares como o Congo do Espírito Santo, a Bata do Feijão e a Roda Pisada da região da Bacia do Jacuípe (BA), a Embolada de Sergipe e o Fandango Caiçara típico do sul de São Paulo e do norte do Paraná.

 

Estão representadas as fiadeiras de algodão quilombolas de Arapiraca (Alagoas), o Coco de Alagoas, o Canto de Mutirão do Rio Grande do Sul, o Mutirão de Roça do Maranhão, a Congada de Minas Gerais e a Incelença de Pernambuco. O povo Kalunga de Cavalcanti (GO) está representado com uma Dança de Pares, os Guaranis da aldeia Marak’anã residentes no Rio de Janeiro com uma canção em Tupi e o povo originário Mehinako do Alto Xingu (MT). 

 

Os artistas são acompanhados pelo piano de Ewelyn Drummond e pelo maestro Thomas Davison, que se vale de percussões corporais como estalos de dedos, palmas e batidas de pés para executar a regência, revelando-se um maestro brincante.

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Os atores, integrantes do coletivo Poéticas da Cena Contemporânea, são responsáveis por uma camada de ações performativas, com alusão às temáticas do amor, da infância e do trabalho.

 

Os arranjos são de Tarita de Souza, a pesquisa de repertório de Renata Mattar, a Iluminação de André Stefson, os figurinos de Antônio Apolinário e a direção de Rejane Arruda. 

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O Repertório #03 foi apresentado no Teatro da UFES em 2025, com patrocínio da EDP por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba LICC.

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Em 2026, o Repertório #04 estreou no Theatro Carlos Gomes, em Vitória: 9 apresentações em duas temporadas, de 13 a 15 de maio e de 9 a 11 de setembro, para 3.600 pessoas.

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17 cantores cegos em capacitação de 179 horas, com bolsa, de fevereiro a setembro.

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Na imprensa: A Gazeta, CBN Vitória, Folha Vitória, A Tribuna, Secult/ES, entre outros.

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O Repertório #04 tem patrocínio do Itaú e da MIP Construtora | Multilift, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet).

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